O agronegócio da pecuária brasileira tem-se mostrado, ao longo do tempo, um importante componente na formação do Produto Interno Bruto (PIB) da economia brasileira, como também na pauta de exportações, onde vem contribuindo de maneira decisiva para o superávit da balança comercial. Entretanto, há dois anos vem enfrentando dificuldades que estão comprometendo o seu desempenho, principalmente no que diz respeito aos resultados a nível de produtor e exportador com reflexos no crescimento do PIB e na balança comercial.
A demanda crescente por produtos de origem animal, tanto no mercado interno quanto no externo, tem propiciado ao agronegócio da pecuária a obtenção de bons resultados econômicos para os produtores e exportadores como tem contribuído significativamente para o crescimento da economia nacional e na melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano e social.
A exemplo da pecuária nacional, a pecuária nordestina deverá buscar novos caminhos para obter uma melhor performance, como também buscar uma contribuição à altura da necessidade da participação e do equilíbrio regional.
As dificuldades enfrentadas pelos produtores e exportadores e as diferenças apresentadas entre a realidade e o desempenho do agronegócio da pecuária regional, evidenciam a necessidade urgente de repensar a ação do governo na definição de políticas públicas e de investimentos no setor.
As questões ambientais e a responsabilidade social, no âmbito do agronegócio da pecuária continuam merecendo, da parte do governo e da iniciativa privada, uma atenção especial no sentido de ajustar a legislação ambiental às necessidades de forma a não comprometer o processo de desenvolvimento.
Na era da globalização e da competição, precisamos em nosso país de empreendedores que acreditem no associativismo, que percebam e valorizem essa forma de representatividade e se tornem os agentes da construção de uma sociedade de resultados. Empreendedorismo e associativismo são aspectos fundamentais para transformar o Brasil num país de primeiro mundo, estabelecendo o desenvolvimento econômico através de negócios que possam crescer de forma sustentável. O empreendedorismo, organizado através do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento econômico e social, contribuindo para condições iguais ou similares entre nações pobres e ricas. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.
Neste contexto, o XII Seminário Nordestino de Pecuária elegeu como tema para o PECNORDESTE 2008 “Associativismo, Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional”, criando oportunidade para um grande debate, capacitar técnicos e produtores rurais, discutindo e propondo políticas que vão de encontro às carências regionais e ao encontro do equacionamento dos problemas que afetam o Agronegócio Nacional.